Comer tatu é bom, que pena que dá prisão: Polícia pega caçador de tatu em Primavera-SP

Parece piada, mas aconteceu em Rosana-SP. Um homem de 45 anos levou uma multa de mais de R$ 23 mil depois que a Polícia Ambiental, a Polícia Civil e o Policiamento Territorial encontraram um verdadeiro “freezer do Pantanal” na propriedade dele, no bairro Cinturão Verde.

Durante o cumprimento de mandado de busca, os policiais abriram a geladeira e encontraram 41,5 kg de carne de capivara e também um tatu-galinha já no ponto. E não para por aí: no chiqueiro dos porcos, pendurados com pregos como se fossem tapete decorativo, havia quatro couros de jacaré-açu. Uma galeria de taxidermia improvisada, porém sem glamour.

Segundo a Polícia Ambiental, havia sinais de que o almoço da roça tinha sido recente: patas, peles e restos dos animais ainda espalhados pela propriedade. Enquanto um tatu ia pra panela, o proprietário aparentemente fazia uma pausa para dar um pito na famosa “ervinha do demônio”, já que no local também foram apreendidos 0,23 gramas de maconha prensada. Um almoço roots completo.

Além disso, para completar o kit “caçador raiz”, os policiais encontraram também uma pistola calibre .380. Resultado: o homem foi autuado na Lei de Crimes Ambientais (Art. 29) e preso por posse ilegal de arma de fogo.

A conta ficou assim:

  • R$ 2.500,00 pela guarda dos couros e do tatu;
  • R$ 20.770,00 pela carne de capivara.

Total da brincadeira: R$ 23.270,00 — e nenhuma picanha envolvida.

Todo o material ilegal foi recolhido e enviado para a vala sanitária municipal, onde teve um destino final menos saboroso do que o pretendido.

Moral da história:
Comer tatu pode até ser bom, mas quando chega a Polícia, o tempero muda e o gosto fica bem salgado.

Fonte: Pontal News

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